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Esquema de roubo e clonagem de carros de luxo leva 15 à prisão no RS e em SC

Grupo revendia veículos para receptadores em Santa Catarina

Por Gaúcha ZH

A Polícia Civil deflagrou uma operação para desarticular um grupo de criminosos que cometia roubos e furtos de carros de luxo. A ação ocorreu na manhã desta sexta-feira (11) em Porto Alegre e em outras seis cidades da Região Metropolitana, Litoral Norte e Santa Catarina. Quinze pessoas foram presas.

Os alvos da quadrilha eram veículos acima de R$ 150 mil. As investigações da Delegacia Especializada na Repressão aos Crimes de Roubo de Veículos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), em parceria com a Delegacia Especializada na Repressão aos Delitos de Lavagem de Dinheiro, tiveram início há nove meses, quando um casal foi preso em Cachoeirinha com seis carros de luxo – três deles furtados de uma locadora de veículos da zona norte da Capital e avaliados em R$ 500 mil.

Além da Capital, os policiais cumpriram 50 ordens judiciais em São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Alvorada, Tramandaí e Cidreira, além de Florianópolis, na praia dos Ingleses. Na localidade catarinense, um indivíduo foi preso. Com ele, foi apreendida uma BMW X3 avaliada em R$ 140 mil.

A organização criminosa é investigada por lavagem de dinheiro, roubo e furto de veículos, adulteração de sinais identificadores, receptação e uso de documentos falsos.

De acordo com o delegado Rafael Liedtke, após os carros serem roubados, a suspeita é de que eram levados para Santa Catarina, onde eram clonados com “uma adulteração muito bem feita”.

— Eles encomendam furto e roubo, fazem clonagem, conseguem documento falso, e o gaúcho preso em ingleses solicitava que esses carros fossem repassados para lá como se carros verdadeiros fossem — disse o policial.

O delegado Marcos Viafore, responsável por apurar a lavagem de dinheiro, identificou que o líder da quadrilha tinha uma boate em Gravataí, na Região Metropolitana, onde suspeita que ele maquiasse o ganho dos roubos para esconder das autoridades. Além disso, apontou que a esposa do chefe do grupo era a responsável pelas finanças, e usava contas de laranjas e até dos filhos para movimentar os valores.

— A mulher tinha até máquina de cartão de crédito usada no esquema — apontou Viafore.

Na manhã desta sexta-feira (11), a Justiça concedeu 15 ordens de bloqueio de bens e contas bancárias contra os presos, o que é importante para a polícia para atacar a parte financeria do grupo.

Foto: Ronaldo Bernardi / Agência RBS