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Sistema com Inteligência Artificial (IA) mostra eficiência ao evitar falha humana e detectar veículos com algum tipo de irregularidade

Por Portal do Trânsito

A Inteligência Artificial (IA) na vistoria veicular já é uma realidade no Espírito Santo desde setembro do ano passado e o resultado da implementação da tecnologia já pode ser visto nos números expressivos de prevenções de intercorrências nos procedimentos. Isso porque, desde o início do projeto até março deste ano, 118.892 vistorias foram reprovadas pelo sistema na verificação, seja por veículos com equipamento obrigatório ineficiente ou inoperante, por erro humano na realização do serviço ou suspeita de fraude, o que representa 38,3% do total de 310.272 vistorias realizadas no mesmo período com a utilização da IA por Empresas Credenciadas de Vistoria (ECVs) no Estado. Ou seja, cerca de quatro em cada 10 vistorias foram bloqueadas no Estado desde a implantação da ferramenta tecnológica de inteligência artificial.

A IA foi incrementada pelo Departamento Estadual de Trânsito do Espírito Santo (Detran|ES) com o objetivo de garantir mais segurança a quem for adquirir um veículo, pois as vistorias veiculares realizam a captura das imagens obrigatórias e opcionais, fazem o confronto e validação das informações sem passar pela ação humana, e impedem fraudes e a venda de carros ou motos clonadas, por exemplo. O sistema também faz registro e armazenamento das informações no banco de dados, impossibilitando alterações. Os mesmos dados são protegidos com uma chave de integridade e com a transparência em todos os envolvidos no processo, garantindo a rastreabilidade e originalidade das imagens nos laudos finais da vistoria.

Para o diretor geral do Detran|ES, Givaldo Vieira, os resultados obtidos nos primeiros meses de implantação da Inteligência Artificial significam que estão sendo coibidos números significativos de erros e fraudes nos registros de veículos no Espírito Santo, principalmente relacionadas a adulterações em veículos roubados e clonagens.

“A tecnologia tem que ser utilizada como uma aliada da segurança dos procedimentos realizados pelos cidadãos, que trabalham bastante para adquirir seus bens materiais. Vale lembrar que até 2019 as vistorias eram feitas com coletas de dados em papel, o que tornava o serviço vulnerável à ação de criminosos. Agora, é possível conferir um nível alto de confiabilidade sobre a procedência e estado de conservação do veículo, o que significa também mais segurança para quem vai conduzir o veículo, tendo o atestado de que o carro ou a moto, por exemplo, está em bom estado para trafegar”, salienta Vieira.

O que fazer se a vistoria for reprovada

Nos casos em que a vistoria tem o laudo negativo, o comprador deve se atentar ao motivo da reprovação para saber como deve proceder. Em situação de reprovação por equipamento obrigatório ineficiente ou inoperante, como pneu careca, vidro trincado, farol queimado, o interessado deve fazer a correção dos itens e retornar à vistoria para nova verificação. Quando se tratar de reprovação por suspeita de adulteração nos itens de identificação (motor e chassi), o Detran||ES orienta que o interessado procure a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos, para que seja feito um laudo pericial no mesmo a fim de atestar sua originalidade.

Combate a falhas ou fraudes

De setembro do ano passado até março deste ano, 45.596 vistorias foram reprovadas pelo sistema por inconsistências na verificação obrigatória, seja por erro humano na realização do procedimento, seja por suspeita de fraude, o que representa 14,69% do total de 310.272 vistorias realizadas no mesmo período com a utilização da IA pelas ECVs no Espírito Santo.

No entanto, o Detran|ES esclarece que não é porque a vistoria reprovou um veículo que necessariamente ele está envolvido em um processo fraudulento. Isso porque o laudo negativo pode também ser motivado por falha humana na realização do serviço ou porque o veículo está em mau estado de conservação ao apresentar itens obrigatórios com problemas.

Quando fazer vistoria no veículo

A vistoria veicular é obrigatória para a realização de serviços de transferência de propriedade do veículo. Além disso, alteração do domicílio intermunicipal ou interestadual e também para outros serviços que precisem da emissão de um novo Certificado de Registro de Veículo (CRV).

A lista de ECVs regularizadas no Espírito Santo pode ser encontrada no site do Detran | ES, o www.detran.es.gov.br na área de Serviços Credenciados, clicando em Empresas de Vistoria Veicular.

Foto: Divulgação/Detran ES

Indústria produziu 601 mil unidades de janeiro a abril; volume representa alta de 17% na comparação com o ano passado

Por Mobilidade Estadão

A indústria de duas rodas produziu 601.340 motocicletas entre janeiro e abril deste ano. Os dados são da Abraciclo, associação que reúne os fabricantes do setor instalados no Polo Industrial de Manaus (AM). A produção de motos no primeiro quadrimestre de 2024 representa alta de 17% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Ainda de acordo com dados da associação, esse foi o melhor desempenho registrado pelo setor para os quatro primeiros meses do ano desde 2012. Em abril, a produção alcançou 163.402 unidades, alta de 39,5% na comparação com o mesmo mês do ano passado e de 4,6% em relação a março. Esse foi o melhor resultado para o mês em 14 anos.

Para o presidente da Abraciclo, Marcos Bento, o aumento na produção de motos tem como principal fator o atual cenário macroeconômico do País. O aumento do crédito e a redução dos juros contribuem para impulsionar as vendas de motos e scooters. Além disso, o bom momento vivido pelo setor é fruto de a motocicleta ter se firmado como opção de mobilidade em todo o Brasil.

“Com o bom ritmo do mercado de motocicletas, as associadas da Abraciclo seguem empenhadas na produção, com o objetivo de atender as demandas dos consumidores”, afirma Bento. O executivo foi reeleito para a um mandato de dois anos (2024 – 2026) para o cargo de presidente da associação, no final de abril.

Caso o ritmo se mantenha, a produção deve superar até mesmo a projeção da entidade. No início deste ano, a Abraciclo projetava produzir 1.690.000 unidades, crescimento de 7,4% em relação ao registrado no ano passado.

Foto: Divulgação/Honda

O PL já foi aprovado no Senado Federal agora avança na Câmara dos Deputados

Por Portal do Trânsito

Tornar a avaliação psicológica obrigatória em todas as vezes que houver a renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Isso é o que prevê o Projeto de Lei 4111/2023 já aprovado no Senado Federal e que agora avança no Congresso Nacional e está sob análise da Comissão de Viação e Transporte e da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Depois de passar pelas comissões, o projeto deve ser votado no plenário da Câmara.

De acordo com Alysson Coimbra, coordenador da Mobilização Nacional de Médicos e Psicólogos Especialistas em Trânsito, o PL tem o potencial de ser a primeira reação da sociedade ao crescimento da violência no trânsito brasileiro.

“Esta medida pode representar um marco na busca por soluções efetivas para os problemas mais graves enfrentados nas vias do país: as brigas de trânsito e o comportamento imprudente e violento de muitos condutores”, comenta.

Na avaliação de Coimbra, o fato de os fenômenos psicológicos serem dinâmicos e capazes de manifestar sintomas em qualquer período da vida permite que muitas doenças não sejam diagnosticadas. E, portanto, tratadas no modelo atual de uma única avaliação aos 18 anos. “Esse laudo vitalício certamente foi responsável pela atual insegurança viária para essa parcela da população e, consequentemente, para toda a coletividade”, comenta.

O trânsito é frequentemente palco de comportamentos de risco exacerbados por transtornos de ansiedade, depressão e outras alterações na saúde mental. E é possível identificar essas mudanças nos exames feitos em motoristas a cada renovação da CNH.

“É preciso destacar que esse PL foi trazido novamente à luz da discussão pelos senadores Davi Alcolumbre (União Brasil) e Fabiano Contarato (PT), como uma reação a estudos que demonstravam uma escalada de episódios relacionados à fragilidade da saúde mental e psicológica dos motoristas. Prova de sua importância foi a aprovação por unanimidade no Senado Federal”, completa Coimbra.

O coordenador da Mobilização conta que a avaliação periódica da saúde física e mental dos condutores tem, ainda, o poder de reduzir custos relacionados a sinistros de trânsito, que têm, segundo o IPEA, um impacto de cerca de R$ 50 bilhões por ano na economia brasileira.

Os acidentes de trânsito representam uma das principais causas de morte entre jovens, e problemas como estresse e ansiedade contribuem significativamente para ampliar os riscos. “Não se pode colocar preço em uma vida, mas a ciência já calculou o impacto financeiro da violência viária. Perdemos todos os anos boa parte da nossa força produtiva para os sinistros de trânsito. Esses acidentes criam uma legião de jovens inválidos assim como levam milhares de famílias para a miséria. Cuidar da saúde mental dos motoristas é salvar vidas e tem um impacto social gigantesco”, diz o especialista.

O avanço do PL 4111/2023 no Congresso Nacional é um passo importante na direção de um trânsito mais seguro e humano.

“Ao exigir avaliações psicológicas regulares para todos os motoristas, o Brasil caminha para reduzir os índices de acidentes e a violência no trânsito, promovendo uma cultura de responsabilidade e cuidado nas vias. A medida, além de salvar vidas, pode transformar a maneira como encaramos a saúde mental e a segurança viária no país”, completa Coimbra.

Entenda

O PL altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Ele passa a determinar que o exame de aptidão física e mental, previsto para todos os condutores na renovação da CNH passe a incluir a avaliação psicológica.

Atualmente a avaliação psicológica obrigatória é feita na primeira habilitação e na renovação apenas para condutores que possuem o EAR (Exerce Atividade Remunerada) na CNH.

Foto: Divulgação/Detran MT

Mesmo com aumento de 60% na produção de caminhões, Anfavea teme por impactos em razão dos desafios logísticos ocasionados pelas chuvas do Sul

Por Estadão

Durante o encontro com jornalistas na manhã da última quarta-feira (8), o presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, informou que a produção de veículos, o que inclui caminhões e ônibus, pode ser afetada. Isso em decorrência da tragédia causada pelas chuvas no Rio Grande do Sul.

Todavia, as empresas fabricantes de veículos ou mesmo de autopeças da região foram pouco afetadas. Nesse sentido, as fábricas de Caxias do Sul, onde se concentram boa parte dos fornecedores de componentes para veículos comerciais, por exemplo, não foram impactadas.

Porém, conforme o representante da Anfavea, o desafio será logístico. As enchentes resultaram em bloqueios parciais e totais das rodovias da região. Vale lembrar que BR 101 e BR 116 são rodovias-chave que ligam o Sul ao restante do País e que estão bloqueadas naquela região, mesmo que parcialmente.

Do mesmo modo, o Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, permanece fechado. E ao que tudo indica por tempo indeterminado.

Ainda de acordo com Leite, há fabricantes que já estão trabalhando com os estoques de peças. Razão pela qual a entidade não descarta que a calamidade no Sul traga consequências. Inclusive possa impactar as exportações.

“Nós estamos debruçados nessa questão. E trabalhando para que o impacto seja o menor possível. Afinal, a logística do Sul do País é fundamental para o escoamento da nossa produção e da produção nacional”, diz Leite.

Produção de caminhões e ônibus cresce mais de 60%

Todavia, em abril a indústria produziu 11,7 mil caminhões. Ou seja, resultado 60,7% superior frente ao mês de abril do ano passado, quando as marcas fabricaram 7,3 mil caminhões.

Conforme o vice-presidente da Anfavea, Eduardo Freitas, deve-se levar em conta que o crescimento é expressivo. Porém, vem de uma base muito baixa. Afinal, no primeiro semestre do ano passado, a indústria ainda sofria os impactos da troca de legislação de P7 para P8 (Euro 6). Com a baixa nas vendas dos novos veículos, a produção também caiu naquele período.

Seja como for, no acumulado do ano a produção cresceu 29,1%. Assim, de janeiro a abril, as marcas produziram 41 mil caminhões ante os 31,8 mil produzidos no primeiro quadrimestre de 2023.

Do mesmo modo, em ônibus quando se compara abril deste ano com o mesmo mês em 2023, há um aumento na produção de 72,5%. No mês passado, a indústria fabricou 2.808 ônibus. E no mesmo mês, no ano passado, passaram pela linha de montagem 1.628 veículos.

O resultado de abril é também um avanço frente ao mês de março de 6,9%. Em outras palavras, naquele mês 2.626 modelos foram fabricados.

Para Freitas, os números positivos estão relacionados com a antecipação de compras das prefeituras em ano eleitoral. Assim como com o Programa Caminho da Escola. Nesse sentido, algumas entregas ocorreram no início deste ano.

Foto: Volvo/Divulgação

Membros da diretoria também se reuniram no restaurante Libertango para definir ações da secretaria executiva da Frente

Brasília (DF), 8 de maio de 2024 – Para dar continuidade aos trabalhos de instauração da Frente Parlamentar Mista do Cooperativismo de Seguros e do Mutualismo de Proteção Patrimonial (Frepam), o presidente da AAAPV (Agência de Autorregulamentação das Entidades de Autogestão de Planos de Proteção contra Riscos Patrimoniais), Raul Canal, o diretor de Relações Institucionais da Agência, Theone Cardoso, e o ex-deputado federal Gonzaga Patriota estiveram, ontem (7), no Congresso Nacional, colhendo assinaturas de parlamentares para adesão à bancada.

De acordo com o regimento interno da Câmara, a habilitação de Frentes Parlamentares depende da assinatura de um terço dos membros do Poder Legislativo Federal. Ao final dessa terça-feira, foram contabilizadas 207 assinaturas. Com isso, a Frepam deve ser lançada oficialmente ainda nesta semana.

Canal reforçou a importância da implantação da Frente para o avanço das pautas do mutualismo e a regulamentação do setor. “Com a AAAPV à frente da secretaria executiva, iremos beneficiar os milhões de brasileiros que utilizam a proteção veicular e seremos protagonistas da economia brasileira”, declarou. Os membros da diretoria da Agência também se reuniram no restaurante Libertango para discutir os próximos passos para a Frepam.

Gestores de mútuas filiadas em todo o Brasil também se organizam para fazer doações às comunidades atingidas

Brasília (DF), 7 de maio de 2024 – Com o objetivo de divulgar a campanha S.O.S. Rio Grande do Sul, a AAAPV (Agência de Autorregulamentação das Entidades de Autogestão de Planos de Proteção contra Riscos Patrimoniais) cedeu espaço nos painéis digitais alugados pela Agência na capital federal.

Os painéis naming rights, locais em que uma instituição passa a ter o direito de colocar seu nome, estão localizados na avenida L4 Sul e na rota do Aeroporto de Brasília. Eles atingem 160 mil e 30 mil pessoas por dia, respectivamente. As placas usadas pela AAAPV visam a conscientizar deputados e senadores a respeito da legalidade das associações e da importância da regulamentação do setor via PLP (Projeto de Lei Complementar) n.º 101/2023.

O presidente da AAAPV, Raul Canal, que é natural do Rio Grande do Sul, pede a participação de todos na campanha pelo restabelecimento do estado. “Além da divulgação, estamos recebendo doações de água, alimentos não perecíveis e roupas. Contamos com a solidariedade do povo brasileiro”, disse. Os itens doados estão sendo recebidos no restaurante Costelaria Gaúcha, localizado no Setor de Clubes Esportivos Sul, em Brasília.

Além disso, gestores de mútuas filiadas em todo o Brasil também estão organizando doações em seus respectivos estados.

A S.O.S. Rio Grande do Sul, ação promovida pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul, é divulgada por clubes esportivos, artistas e instituições da sociedade civil.

ALERTA DE PERIGO EXTREMO

Para os próximos dias, uma nova frente fria que se forma na Argentina se desloca para o mar, causando mais chuva em todo o estado. A formação de um ciclone extratropical deixa em alerta cidades como Rio Grande, Pelotas e São José do Norte.

De acordo com a Defesa Civil, foram registradas 85 mortes, além de 134 desaparecidos e 339 feridos, até o momento. São mais de 200 mil pessoas fora de casa. Desse número, 47,6 mil estão em abrigos e 153,8 mil desalojadas. Os serviços de energia elétrica, água, telefone e internet também foram afetados.

Nada consegue abalar a liderança da Fiat Strada, mas a Volkswagen conseguiu alavancar a Saveiro para vice e passou a Toyota Hilux

Por AutoPapo

Mais uma vez, a Fiat Strada não foi o carro mais vendido do Brasil, mas ela ainda segue sendo a líder entre as caminhonetes. Apesar dos investimentos da Volkswagen em publicidade para esse setor, patrocinando rodeiros, o modelo italiano ainda vende o dobro da Saveiro.

Ainda assim a compacta alemã segue como a segunda colocada no ranking das caminhonetes mais vendidas, passando as eternas vices Toyota Hilux e Fiat Toro. Na quinta posição está a Chevrolet Montana, que mais uma vez está com o constante volume de vendas próximo de 2.500 unidades.

O segmento dos comerciais leves vendeu 43.713 unidades em abril. Isso significa que houve um aumento de 14,75% em relação a março e de 30,14% quando comparado ao mesmo mês de 2023.

Mesmo com a atualização já apresentada, a Chevrolet S10 continuou sendo a segunda caminhonete média mais vendida do Brasil. As unidades com face-lift começarão a ser vendidas agora em maio.

A moderna Ford Ranger está na cola da S10, com uma diferença de apenas 91 unidades. Já a Ram Rampage teve uma arrefecida nas vendas, caindo para a 8ª posição no ranking.

Quem chegou com muitas promessas e ainda não começou a emplacar foi a Fiat Titano, que está com apenas 43 unidades vendidas. A razão disso é a greve no Ibama, que emite a licença ambiental para permitir a venda de veículos importados no Brasil.

Já no segmento das caminhonetes grandes, a mais vendida foi a Ram 3500. A Classic ficou na segunda posição e a 2500 na terceira. Chevrolet Silverado e Ford F-150 ficaram à frente da Ram 1500.

Foto: Volkswagen/Divulgação

Avanços estruturais, eletrônicos e nos materiais usados pela indústria automotiva salvam milhares de vidas todos os anos nas ruas e estradas

Por Portal do Trânsito

Novas tecnologias, descoberta de novos materiais e maneiras de produzir e montar possibilitam a melhoria de diversos tipos de produtos, e, com os carros, não é diferente. Ainda que o trânsito brasileiro seja um dos que mais fazem vítimas no mundo, muitos veículos possuem tecnologia automotiva de ponta que, não raro, salva muitas vidas.

Carros modernos são até quatro vezes mais seguros que carros antigos

Afinal, dirigir é um ato arriscado, ainda que comum, quase banal. Mesmo assim, no decorrer das décadas, cada vez mais as fabricantes se preocuparam em entregar produtos que oferecessem segurança, mesmo que apenas para cumprir as leis e normas vigentes. O resultado é evidente: carros modernos, com mais tecnologia automotiva, oferecem quatro vezes mais chance de sobrevivência a um acidente que um carro antigo, da década de 80 ou 90, por exemplo.

Hoje obrigatório, cinto de três pontas tem quase 70 anos

O cinto de segurança foi um avanço em termos de segurança. Criado na década de 50, tornou-se obrigatório no Brasil ao final da década de 90. Apesar de muita resistência na época, vagarosamente a cultura foi se criando, o que resultou em milhares de vidas salvas no trânsito. Outro exemplo é o airbag duplo frontal. O item se tornou obrigatório de fábrica na metade da década de 2010 e cumpre excelente papel.

Bolsas de ar inflam em milissegundos e impedem pancadas de cabeça

Hoje, alguns carros são equipados também com airbags traseiros, ou nas colunas, nas laterais, de joelhos e até airbag de capô, para casos de atropelamento. Já outra obrigatoriedade concomitante a dos airbags, é a do freio ABS. O freio que conta com sistema antitravamento reduz o tempo de frenagem e mantém o motorista no controle o tempo todo. Caso contrário, quando ocorre o travamento das rodas, o carro se arrasta pela pista, ao invés de parar.

Eletrônica é uma grande assistente da segurança

Outras assistências eletrônicas, como o ESP, programa que corrige a estabilidade do carro, atua independente da ação do motorista, corrigindo sua rota ou freando caso entenda necessário, prevenindo derrapagens, por exemplo. Contudo, a evolução não ficou restrita somente aos componentes eletrônicos. A engenharia também buscou soluções mecânicas e estruturais para corrigir grandes problemas.

Engenharia a favor da vida

Ao bater, um carro absorve e dissipa o impacto. Por meio de estudos e avanços na tecnologia de materiais, foi possível chegar no que é conhecido como zona de deformação programada. Assim, em uma batida, o impacto é dissipado para longe da cabine interna, preservando os passageiros. Antigamente, o chamado “efeito sanfona” era algo fatal em colisões frontais. 

Como é atualmente

Hoje, câmeras e alertas sonoros e visuais são usados para avisar ao motorista o que pode estar em seu ponto cego, principalmente nas colunas traseiras, controle de distância e velocidade e até mesmo alerta antissono. Logo, a eletrônica e, por que não, a inteligência artificial aplicada ao trânsito têm trazido enormes benefícios para motoristas, passageiros, condutores de outros veículos e até mesmo pedestres e ciclistas.

A fim de se beneficiar dessas e outras tecnologias, o motorista pode encontrar no mercado nacional diversos veículos, dentre eles Chevrolet seminovos, que contam com segurança de ponta. Como exemplo, há o Cruze LTZ, um dos mais completos em termos de segurança dentro de sua categoria. O carro é equipado com quatro airbags, airbags de cortina, freios ABS e controles de estabilidade e de tração. 

Foto: Alvarez/iStock

Processo alegava prática de seguro pirata; decisão é considerada uma vitória para todo o movimento associativista brasileiro

Brasília (DF), 29 de abril de 2024 – Inquérito que investigava gestores de associação de proteção veicular na Bahia por prática de seguro pirata foi arquivado, no início de abril, pelo Ministério Público Federal (MPF).

A defesa da mútua, conduzida pela equipe do Dr. Celso Pasqualli, presidente do Tribunal Superior de Ética da AAAPV (Agência de Autorregulamentação das Entidades de Autogestão de Planos de Proteção contra Riscos Patrimoniais), demonstrou que os gestores desempenham funções de acordo com o Estatuto Social da associação.

A defesa também reforçou a legalidade das atividades das mútuas com base na Constituição Federal (art. 5º, XVII a XXI) e no Código Civil Brasileiro (art. 44). A decisão favorável demonstra o compromisso do setor associativista em proteger e promover os interesses de seus associados.

Foto: Ministério Público Federal em Vitória da Conquista

Conforme associação, fiscalização contra o uso de drogas ao volante ainda engatinha no Brasil, situação que agrava o risco entre motoristas profissionais

Por Portal do Trânsito

A letalidade dos acidentes de trânsito envolvendo caminhões nas rodovias federais brasileiras, em 2023, foi praticamente o dobro da registrada em sinistros com outros tipos de veículos. Conforme dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em 2023 os 17.579 sinistros com caminhões provocaram 2.611 mortes. A proporção é de 1 morte a cada 6,7 sinistros. Se analisarmos os dados com todos os tipos de veículos, teremos a proporção de 1 morte a cada 12 sinistros. (67.658 acidentes com 5.621 mortos).

“Esses veículos têm um potencial de destruição maior que os demais veículos. Por isso há regras mais rígidas para os motoristas profissionais. Além do estabelecimento de um limite máximo de trabalho, previsto na Lei do Descanso, essa categoria é obrigada a fazer exames toxicológicos e deveria passar uma fiscalização mais intensa para mitigar os riscos de sinistros decorrentes do excesso de jornada e do uso de anfetaminas para burlar o sono, numa tentativa de atender prazos curtos e melhorar os rendimentos”, comenta o médico especialista em Medicina do Tráfego, Alysson Coimbra, diretor científico da Ammetra.

Testes randômicos

Assim como o álcool, o consumo de substâncias psicoativas têm o potencial de aumentar os riscos de sinistros de trânsito e morte nas rodovias brasileiras. “Por isso é imprescindível que, além do toxicológico, as autoridades de trânsito façam testes aleatórios para detectar a presença de drogas. O problema é que, ao contrário do que acontece com o álcool, ainda não há mecanismos para fazer testes que detectem o consumo de drogas nos mesmos moldes do bafômetro”, afirma Coimbra.

Em 2021, o governo federal começou a testar o chamado drogômetro para realizar fiscalizações nas rodovias. No entanto, até o momento, ainda não houve a implementação desse equipamento. O Ministério da Justiça informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que “elaborou, em parceria com o Hospital das Clínicas de Porto Alegre, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (HCPA/UFRGS), um relatório de viabilidade e implantação do projeto do drogômetro, que será divulgado em breve”, mas ainda não há informações sobre quando isso vai acontecer.

Enquanto o uso dos drogômetros não ocorre, a única fiscalização existente é o exame toxicológico, obrigatório apenas para condutores das categorias C, D e E.

“Hoje temos 3,4 milhões de motoristas com o exame atrasado. Nesta quinta-feira (25), por exemplo, um caminhoneiro foi preso em Goiás com cerca de 50 mil comprimidos de rebite, anfetamina que tira o sono. Essa situação amplifica o risco de sinistros e mortes nas rodovias, demonstrando a urgência de aumentar a fiscalização sobre o consumo de substâncias psicoativas por parte desses condutores”, comenta Coimbra

Pesquisa feita pela Coordenadoria Nacional de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho (Codemat) e a PRF revelou que metade dos caminhoneiros que se submetem a jornadas de trabalho superiores a 16 horas por dia recorre ao uso de drogas. Cerca de 17% dos condutores que trabalham de 4 a 8 horas por dia usam drogas. O número salta para 50% entre aqueles cujas jornadas ultrapassam 16 horas. “Estes dados refletem um modelo de exploração do trabalho que está diretamente relacionado ao aumento dos sinistros nas rodovias. Além disso, indica a urgência de se adotar uma política pública multisetorial voltada para minimizar os riscos junto a essa categoria”, completa o especialista em segurança viária.

Foto: joasouza para Depositphotos

O problema está claro, mas a solução não é tão simples e envolve uma série de políticas que precisam ser debatidas e colocadas em funcionamento

Por Portal do Trânsito

O número é assustador. De acordo com o Ministério da Saúde, somente em 2023, conforme dados do Ministério da Saúde, mais de 1 milhão de pessoas foram internadas no Brasil, vítimas de sinistros envolvendo motos. Isso representa um aumento de 32% nos últimos dez anos. O problema está claro, mas a solução não é tão simples e envolve uma série de políticas públicas que precisam ser debatidas e colocadas em funcionamento. E, talvez, dentre os elementos que contribuem para o problema crescer a cada dia esteja a falta de preparo adequado do motociclista. Isso porque 13 estados brasileiros possuem a frota de motocicletas maior do que o número de habilitados na categoria A.

Esse dado consta no Relatório Dados do Setor de Duas Rodas 2023, da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo). Conforme o gráfico do relatório, os dados acima da linha de 100% representam localidades onde a frota de motocicletas é maior do que o número de habilitados. Ou seja, Amapá, Amazonas, Pará, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e Minas Gerais possuem mais motocicletas do que condutores habilitados na categoria A.

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Fonte: Relatório Abraciclo

O número é estarrecedor, mas chama muito a atenção o caso do Maranhão.

Lá o número chega a 217,4%, ficando em primeiro lugar no ranking. Conforme dados divulgados pela Polícia Rodoviária Federal, no estado não é alto apenas o número da frota, mas também o de infrações registradas. Só nas rodovias federais, foram aplicadas 4.148 multas por falta de capacete tanto para condutores quanto passageiros em 2023.

De acordo com Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito & Mobilidade, infelizmente temos no Brasil um número desconhecido de condutores de motocicletas que não possuem habilitação. “Dessa forma, o aumento expressivo de motocicletas nas vias, que poderia ser motivo de comemoração por ocuparem menos espaço, precisa ser substituído pela preocupação com a qualidade da condução. E os dados disponíveis sobre sinistros de trânsito justificam essa preocupação”, afirma.

O especialista diz ainda que um dos grandes problemas é que não temos fiscalização suficiente no Brasil. “Nossa fiscalização, por mais elogios que mereçam os esforços daqueles bons agentes, dos bons órgãos de trânsito, não dá conta da demanda. Não fiscalizamos com a presença e a intensidade minimamente necessárias para a segurança de todos”, diz.

Mariano reforça a necessidade de os condutores de veículos terem habilitação.

“Os ciclos todos, bicicletas ou motos, se caracterizam por serem veículos que não param em pé sozinhos. Funcionam muito bem, mas exigem muita integração entre o condutor e o veículo. É fácil de concluir que, no caso das motocicletas, a questão das habilidades necessárias é muito mais crítica. Não à toa é exigido um processo de formação desse condutor”, ressalta Mariano.

Foto: breakermaximus para Depositphotos

Parlamentar recebeu lideranças da AAAPV em seu gabinete na noite dessa terça-feira (9) e ressaltou compromisso com a regulamentação do setor

ANDREW SIMEK

Brasília/DF, 10 de abril de 2024 – Na noite dessa terça-feira, o deputado federal e relator do Projeto de Lei Complementar (PLP) n.º 101/2023, Vinicius Carvalho (REPUBLICANOS/SP), recebeu o presidente da AAAPV (Agência de Autorregulamentação das Entidades de Autogestão de Planos de Proteção contra Riscos Patrimoniais), Raul Canal, e o ex-deputado federal João Campos, em seu gabinete na Câmara dos Deputados, para tratar dos avanços da propositura que visa à regulamentação do setor. Na conversa, ele adiantou que o relatório final será entregue até o início do mês de maio.

O procurador-geral da AAAPV, Ricardo Saldanha, e os representantes de mútuas Aurélio Brandão e Francisco Araújo também acompanharam a reunião, que relembrou toda a trajetória de luta da Agência pela regulamentação desde o início das discussões na Câmara, em 2015, que tinham por objetivo a criminalização da proteção veicular. “O melhor para o Brasil não é discriminar um setor ou outro, é oportunizar para que todos possam se adequar às normas e, dentro dessas normas, tragam a segurança que nós, consumidores, precisamos”, afirmou o relator.

Após o envio do relatório, o projeto parte para a votação no plenário da Câmara. O relator afirmou que mais de 95% da propositura já está encaminhada, e que o líder do Republicanos, deputado Hugo Motta (REPUBLICANOS/PB), irá conversar com o presidente da Casa, Arthur Lira (PP/AL), para pautar o projeto o quanto antes.

O presidente da AAAPV agradeceu o empenho de Carvalho durante todo o processo. “Trabalhamos incansavelmente pela sua nomeação como relator e estamos tranquilos desde que o senhor foi designado, sobretudo pelo seu passado e sua história de trabalho pela liberdade econômica, pela inclusão social e pela proteção do consumidor, princípios sob os quais criamos a nossa Agência”, disse Raul Canal.

REGULAMENTAÇÃO NECESSÁRIA

Vinicius Carvalho relembrou do trabalho parlamentar com João Campos e afirmou que, quando convidado pelo ex-deputado para assumir a relatoria do PLP, aceitou prontamente o convite: “não pensei duas vezes”. Desde então, o relator tem atuado juntamente à assessoria técnica da Câmara para a apresentação do relatório final e da regulamentação do setor.

Ele também agradeceu o voto de confiança e ressaltou, durante o encontro, que a livre iniciativa é um direito constitucional, mas que um dos princípios é a defesa do consumidor. Para o relator, a proteção veicular regulamentada representa um avanço, aumento na geração de empregos e, também, dignidade às pessoas que não têm acesso ao mercado tradicional, fora a geração de empregos. “O parlamento é foro ideal para se discutir políticas públicas. A primeira parte, na Câmara. Depois, é com vocês, no Senado”, finalizou.